Escrito por: Escola Sul da CUT

Mulheres vivas e livres: 8 de Março- Pelo fim da violência e da escala 6X1

Atos em Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba reforçam o 8 de Março como dia de luta contra o feminicídio, por direitos, participação política e vida digna para as mulheres.

O 8 de Março volta às ruas com um chamado urgente: defender a vida das mulheres é tarefa de toda a classe trabalhadora. Em um cenário marcado pelo avanço da violência de gênero, o lema “Mulheres Vivas, Mulheres Livres” expressa mais do que uma palavra de ordem. Ele denuncia que o feminicídio não é fato isolado nem tragédia inevitável, mas a expressão mais brutal de uma sociedade atravessada pelo machismo, pelo racismo e pelas desigualdades estruturais.

Quando uma mulher é assassinada por ser mulher, não é apenas uma vida que se perde. Interrompem-se trajetórias, afetos, sonhos e possibilidades. A mulher que morre vítima de feminicídio poderia ser o que quisesse ser: trabalhadora, dirigente sindical, mobilizadora, formadora, estudante, mãe, filha, irmã, companheira, amiga, liderança comunitária. Cada feminicídio atinge também a classe trabalhadora, porque retira da vida coletiva uma mulher que tinha direito de existir plenamente, construir seu caminho e ocupar todos os espaços que desejasse.

Por isso, tratar o feminicídio como um problema “doméstico” ou restrito à vida privada é uma forma de esconder sua dimensão social e política. A violência que culmina na morte começa muito antes: no assédio, no controle, na humilhação, no medo, na dependência econômica e na naturalização cotidiana da desigualdade. A mulher que sofre violência em casa é, muitas vezes, a mesma que enfrenta assédio moral ou sexual no trabalho, salário inferior, jornadas exaustivas e falta de apoio para romper com a situação de violência.

É nesse contexto que o 8 de Março ganha força como dia de denúncia, mobilização e organização. As ações construídas em diferentes cidades reafirmam que o levante das mulheres não se limita à denúncia da violência, mas afirma um projeto de sociedade em que elas possam viver com liberdade, autonomia, dignidade e participação política.

Para o movimento sindical, essa luta não pode ser tratada como pauta secundária. Não existe sindicato forte onde as mulheres vivem sob medo, silêncio e sub-representação. Combater o feminicídio e toda forma de violência contra as mulheres é também fortalecer a organização da classe trabalhadora. Isso exige ir além das notas públicas e transformar o compromisso em prática: abrir espaço real para a participação das mulheres, criar ambientes seguros nas entidades, acolher denúncias, enfrentar o machismo e levar o debate para a base, para os locais de trabalho e para os processos de formação.

Neste 8 de março, as mobilizações reafirmam que a defesa da vida das mulheres é uma luta coletiva. É tarefa dos movimentos populares, do sindicalismo, das organizações feministas e de toda a sociedade. Porque, se queremos uma classe trabalhadora viva, organizada e com futuro, precisamos garantir, antes de tudo, que as mulheres estejam vivas e livres para ser o que quiserem ser.

 

Agenda de Florianópolis:

 

8 de março - Ato 8M Floripa.
Parque da Luz – Centro, Florianópolis.
9h30: concentração | 12h: saída da marcha

Confira a agenda completa.

 

 

Agenda de Porto Alegre:

8 de março - Ato 8M Porto Alegre.
Ponte de Pedra, no Centro Histórico.
9h: concentração | 10h: saída da marcha

A caminhada está prevista para as 10h, em direção à Praça do Aeromóvel, e a programação inclui ainda apresentações culturais e feira de economia solidária ao longo do dia.

Confira a agenda completa.

 

 

 

Agenda de Curitiba:

8 de março - Ato 8M Curitiba.
Na Praça Santos Andrade.
9h: concentração

 A convocatória destaca o 8M como momento de honrar a luta das que vieram antes e afirma as bandeiras pela vida das mulheres, contra o imperialismo, por democracia, soberania e pelo fim da escala 6x1.

Confira a agenda completa.