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Escola Sul debate 8 de Março, direitos e feminicídio com mulheres em Criciúma

Atividade no Sindicato dos Metalúrgicos reuniu mulheres trabalhadoras de Criciúma e região para debater 8 de Março, direitos, feminicídio e pautas urgentes para 2026.

Publicado: 07 Março, 2026 - 15h15 | Última modificação: 07 Março, 2026 - 15h31

Escrito por: Escola Sul da CUT

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Neste sábado (7), a Escola Sindical Sul da CUT marcou presença em um encontro estratégico em Criciúma. Em alusão ao Dia Internacional de Luta das Mulheres, a atividade reuniu trabalhadoras de diversas categorias na sede do Sindicato dos Metalúrgicos para debater os desafios da classe trabalhadora sob a perspectiva de gênero.

Mais do que um momento de reflexão, o evento foi um espaço de escuta, troca de experiências e construção coletiva. Representantes da Escola Sul levaram ao debate temas cruciais para a conjuntura atual: direitos trabalhistas, o combate ao feminicídio e as metas de organização para 2026.

8 de março: resistência.

Durante a atividade, ficou claro o consenso: o 8 de Março não é uma data festiva. É um marco de resistência e memória.

Em um mundo do trabalho ainda marcado pela desigualdade salarial, pelo assédio e pela sobrecarga do "trabalho de cuidado" (as tarefas domésticas e familiares), discutir a condição feminina é pensar em caminhos reais de enfrentamento.

"Não há democracia, justiça social, nem organização da classe trabalhadora sem a participação plena das mulheres." — esta foi a mensagem central que ecoou entre as dirigentes e associadas presentes.

O combate ao feminicídio como pauta sindical.

Um dos pontos mais sensíveis e urgentes do debate foi o feminicídio. As participantes reforçaram que a violência contra a mulher não é um problema "privado", mas uma chaga social alimentada pelo machismo estrutural.

O grupo apontou a necessidade de:

  • Fortalecer políticas públicas e redes de apoio;

  • Criar ações de prevenção contínuas;

  • Garantir que os sindicatos sejam ambientes seguros e acolhedores para denunciar e acolher vítimas.

Direitos Trabalhistas e o Horizonte para 2026.

A precarização do trabalho atinge as mulheres de forma desproporcional. Por isso, a Escola Sul enfatizou que a pauta feminina deve ser estruturante na ação sindical, e não apenas um tema secundário ou sazonal.

Olhando para o futuro próximo, o encontro projetou os desafios para 2026, destacando três pilares:

  1. Representatividade: Ampliar a presença de mulheres em espaços de decisão e poder.

  2. Organização de Base: Fortalecer a mobilização nas fábricas, comércios e comunidades.

  3. Unidade: Construir respostas coletivas para problemas que atravessam todas as categorias profissionais.

Compromisso com a Formação

A participação da Escola Sul em Criciúma reafirma sua missão de promover uma formação sindical conectada com a vida real. Ao investir na formação das mulheres, a Escola contribui para um movimento sindical mais forte, diverso e preparado para transformar a sociedade.