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Dia do trabalhador(a) mobiliza o Sul com atos, cultura e luta pelo fim da escala 6x1

CUT e centrais promovem atos no PR, SC e RS com shows, debates e mobilização pelo fim da escala 6x1, redução da jornada e defesa dos direitos da classe trabalhadora.

Publicado: 29 Abril, 2026 - 14h57

Escrito por: Escola Sul da CUT

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O 1º de Maio de 2026 será marcado, na Região Sul, por atos políticos, festivais culturais e atividades de formação organizadas pela CUT e demais centrais sindicais. A convocação nacional reforça a luta pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada sem redução de salários, em um momento de pressão sobre o Congresso para votar propostas que tratam da jornada de trabalho. (CUT - Central Única dos Trabalhadores)

Além da jornada, a mobilização deste ano reúne outras pautas centrais da classe trabalhadora, como o combate à pejotização, a defesa dos serviços públicos, o enfrentamento ao feminicídio, a valorização da negociação coletiva e a regulamentação do trabalho por aplicativos com direitos. Na Região Sul, essa agenda aparece combinada com apresentações musicais, feiras, rodas de diálogo e atividades de rua, reforçando o caráter político e popular do Dia Internacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras. 

No Paraná, a programação se concentra em Curitiba, no dia 30 de abril, com duas atividades centrais. Às 13h30, será realizado o Seminário Estadual pelo Fim da 6x1, na sede do Sintracon, no bairro São Francisco. Mais tarde, a partir das 18h30, o Pátio da Reitoria da UFPR recebe o Festival Cultural pelo Fim da 6x1, com entrada gratuita e atrações como Relespública, a bateria da Escola de Samba Rosa do Povo e a banda Striq. A proposta é unir debate, mobilização e cultura em torno da defesa da redução da jornada. (CUT Paraná)

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Em Santa Catarina, a principal atividade ocorre em Florianópolis, também no dia 30 de abril, às 17h, no Centro Leste, na esquina das ruas Vítor Meireles e Nunes Machado. O Ato Show da Classe Trabalhadora reunirá música, cultura e mobilização, com apresentações dos grupos Samba da Lapa e Africatarina. A convocação enfatiza a defesa do fim da escala 6x1 e da redução da jornada sem redução salarial, convidando trabalhadores, familiares e apoiadores a construírem um ato de luta, consciência e celebração.

No Rio Grande do Sul, a CUT-RS organiza o Festival dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, apresentado como o maior 1º de Maio da história recente do estado. A iniciativa ocorrerá simultaneamente em cinco cidades: Porto Alegre, Caxias do Sul, Passo Fundo, Pelotas e Santa Maria. Sob o lema “lutar, celebrar e ocupar as ruas”, o festival reúne apresentações culturais, feiras de economia solidária e defesa de pautas como o fim da escala 6x1, a redução da jornada, o combate à pejotização, o enfrentamento ao feminicídio e a valorização dos serviços públicos. (CUT-RS)

Em Porto Alegre, a programação acontece na Praça da Alfândega, das 10h às 23h, com Feira de Economia Solidária e Criativa, show nacional de Chico Chico, cortejo do Bloco da Laje, esquete do Ói Nóis Aqui Traveiz e encerramento com a escola de samba Imperadores do Samba. Em Pelotas, o festival será na Praça Coronel Pedro Osório, das 14h às 22h, com shows de Produto Nacional, 50 Tons de Pretas, Xana Gallo e Banda Dona da Noite, além de feira de economia solidária. Em Caxias do Sul, a atividade será no Pavilhão da Uva, a partir das 14h, com apresentações de Modello, Mercosul, Cosmo Express e encerramento com San Marino.

Ainda no Rio Grande do Sul, Passo Fundo receberá a programação no Parque da Gare, das 13h às 21h, com shows de Pedro Munhoz, Julia Hellen, Ricardo Pacheco, Blues Jazzmine e Chimarruts. Em Santa Maria, o festival ocorrerá das 14h às 20h, em local ainda a confirmar, com feira de economia solidária, intervenções culturais e shows de Igorzinho Peres e Marcelo Amaro. Com essa programação ampliada, o estado combina arte, cultura e mobilização sindical como parte central do 1º de Maio. 

A agenda do 1º de Maio na Região Sul mostra que a mobilização deste ano vai além da celebração simbólica da data. Ao colocar no centro a luta pelo fim da escala 6x1, pela redução da jornada, pela defesa dos direitos e contra a precarização do trabalho, CUT e centrais sindicais reafirmam que o presente e o futuro da classe trabalhadora seguem em disputa — nas ruas, nos locais de trabalho, na cultura e no Congresso Nacional.